ATD na perspectiva brasileira

Fabiana_artigo

Sem dúvida, vivemos uma grande e poderoso processo de inovação que provoca uma revolução no modelo de negócios existentes e nos desafia exponencialmente em relação às práticas mais aderentes para desenvolvimento e formação de pessoas.

Do e-learning, para o s-learning e u-learning, ou seja, aprender qualquer coisa em qualquer lugar e em qualquer momento. Um conceito aparentemente simples e verdadeiro e condizente com a transformação digital que vivemos. Nos últimos anos participamos do avanço da tecnologia, especialmente móvel, como a expansão da internet, banda larga, a chegada de redes sociais… hoje, falamos de computação cognitiva, inteligência artificial, realidade aumentada e virtual, internet das coisas onde tecnologia e seres humanos vem se tornando uma entidade única…

Como promover a aprendizagem em um ambiente de profunda transformação conceitual e experencial onde tudo muda toda hora em todos os lugares? Como evitar o processo de “infoxicação”, ou seja, a intoxicação da informação e controlar o desejo de saber de tudo e estar atualizado a respeito de tudo, sem se tornar “superficial” e cronicamente “distraído” e sem foco?

Este é só o começo de uma nova Era e forma de se relacionar com o mundo, mas que pode representar grandes oportunidades para geração de inovação e descoberta de novos mercados.

Como aprendiz em ATD, observei multidões carregando seus smarthphones de última geração, ipads, notes e intimamente conectados em um App ATD, que possuía como principais funcionalidades: acesso a lista de conferências, informações gerais, agenda virtual, download de conteúdo…Fotos e fotos, postagens em tempo real, redes sociais como repositório de impressões e de conteúdos, linkedin, snap, instagram, canais de vídeo em youtube…likes, likes…

Cada um vivendo sua realidade virtual e contribuindo para uma economia colaborativa!

Este é um cenário bom ou ruim? Pergunto: como conseguimos fazer tantas coisas ao mesmo tempo e garantir o adequado gerenciamento de nossa mente e foco naquilo que realmente constitui nossos objetivos de aprendizagem prioritários?

Nesta última semana, vivenciei um importante processo interno, ou seja, organizar mentalmente todas as informações que ouvi e vi e, todas as impressões ou conexões primárias que efetuei com nossa realidade brasileira de forma inicialmente “desordenada”. Um verdadeiro processo de mindstorming!

Como estratégia de consolidação e transferência, estabeleci como ponto de partida e critério 1, as principais dores de nossos clientes (pain map) e me recordei de algumas falas recentes e intrigantes:

“ Implementamos um LMS dentro da Universidade Corporativa e a adesão está baixa, um dos fatores que certamente impactou é não que garantimos a acessibilidade e um plano de comunicação efetivo”

“ Nossa Universidade Corporativa está consolidada, mas não conseguimos gerar valor para os principais executivos da Cia”

“ Nosso modelo comercial foi revisitado e investimos maciçamente em treinamentos e na comunicação, mas não observamos mudança de comportamento e resultados”

“ Nossos corretores ou parceiros de negócios não possuem uma visão orientada para o cliente, são muito produteiros e resistem a atuar de forma estratégica gerindo seu território de forma pouco profissional”

“ Temos problemas com produtividade, sobreposição de atividades, as pessoas sabem o que fazer, mas não fazem de forma independente e consciente”

Estes são alguns alguns exemplos e eternos paradoxos.

Como critério 2, refleti sobre nossa Missão: “apoiar nossos clientes na implementação de suas estratégias do negócio através de soluções que melhoram o desempenho e o talento de suas equipes de trabalho”. Resumindo em 03 palavras: Implantação, Inovação e Transformação.

E, finalmente, após uma análise profunda, promovendo um match entre nossa Missão, as dores de nossos clientes, parti para a “transferência do conhecimento” e, gostaria de compartilhar os 06 mais da ATD, em meu ponto de vista:

  1. Mindfulness at work: 

Default para mindful: brain trainning at work  ou  Default para mindful: como se concentrar no trabalho? Você já ouvir falar de Mindfulness aplicado ao trabalho?

  1. A cultura de conexão: A vantagem competitiva da identidade compartilhada, empatia e entendimento do trabalho:

Como podemos ampliar a comunicação e cooperação, transformando a organização através de um novo mindset para a liderança atingindo todos os níveis e patamares organizacionais?

  1. FLP – Frontline Leadership Program: Thinking, Interacting e Doing:                         

Como aportar valor para os líderes de negócios “ de frente” que gerenciam, habitualmente, focados na tratativa de problemas e processos, tornando-se especialistas na “administração de crises”?

  1. CRM vs ou = PLATAFORMA DE APRENDIZAGEM:

O que você acha? Qual alternativa você escolheria? CRM vs Plataforma de Aprendizagem ou CRM = + plataforma de aprendizagem?

  1. Como mensurar o “behavior change”-  ROI by Design:

O que é necessário para mensurar a mudança de comportamento? Como quantificar comportamento? Que parte da aprendizagem atualmente mensuramos?

  1. Neurochange: Gestão de Mudança:

Como aplicar os conhecimentos da neurociência e psicologia positiva na Gestão da Mudança?

Por fim, estes são alguns highlights da ATD, que gostaria de compartilhar com todos vocês.

Em breve, lançaremos um novo Informe de Tendências com a contextualização e aplicabilidades destes temas.

Finalizo com uma citação que representa um dos pilares conceituais do Mindfulness e que expressa minha visão e um olhar de futuro:

“ Creating awareness & seeking accuracy”- Criando consciência e buscando exatidão!

 

Fabiana Gabrielli

Gerente de Projetos

Overlap Brasil

 

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